quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Ventre e a Terra.

A energia feminina está relacionada diretamente com o seu útero . Trabalhar essa energia  favorece o empoderamento e a religação com seu corpo, com suas faces e ciclos onde os hormônios  tem ligação direta com a forma que as mulheres se relacionam com o mundo.

Sentir e respeitar o seu momento atual faz parte do auto conhecimento. Todas as pessoas sem uma sabedoria interna valiosa , onde seu corpo mostra quais são as vitaminas que estão faltando, óleos, água. Quando sentimos vontade de comer certo tipo de alimento é nosso corpo falando qual vitamina precisa naquele momento.

Porém estamos tão distantes de perceber, sentir e absorver esse conhecimento devido a vida louca que muitas de nós trilhamos, com filhos trabalhos, estudos, e todo tipo de obrigação que nos faz afastadas de nossa essência.

Façamos o caminho contrário.

Tenho visto maravilhas acontecendo nos trabalhos de benção do útero presenciais , além de somatizações de doenças sendo limpas , percebo como essa energia vai curando cada mulher em seu íntimo, relações com seu corpo que vão se restaurando e a compreensão de que somos parte do todo.

Muitas se beneficiam com um útero fértil e limpezas energéticas de abortos ou relacionamentos de submissão. A benção do ventre tem feito maravilhas mundo a fora. Essa é uma oportunidade para você se integrar a sua grande força feminina e expandir sua cura.


Antes de se entregar a benção que é uma energização e também limpeza do corpo feminino, faça um chá bem quentinho, cubra suas costas, ou vale também um escalda pés. Se a temperatura estiver quente faça o contrário , tentando trazer conforto e aconchego para seu corpo neste momento de introvisão.

Antes de começar a meditação que coloco aqui, coloque uma música de relaxamento, vá soltando seu corpo e permanecendo em harmonia. Perceba se está mais agitada ou mais tranquila e vá se permitindo entrar em um estado de tranquilidade e abertura para que você sinta toda a energia emanando em seu ser .


Gratidão por fazer parte desse trabalho entre tantas mulheres que estão se conhecendo a cada dia e se respeitando mais e mais.

Namastê !


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Identificação com o Sofrimento

Observar o sofrimento é o primeiro passo para perceber a identificação com o mesmo.

Temos o costume de alimentar o sofrimento ao invés de deixa-lo seguir seu caminho. Quanto mais alimento, mais o sofrimento se multiplica e mais esse sofrimento se aloja em nós mesmas.

Criamos uma teia que prende nossas emoções e aprisiona nossos pensamentos. Repetimos várias vezes em nossa mente viciada pela dor e revivemos o sofrimento em doses homeopáticas. Como consequência  vamos minando a energia que nos abastece e de fato não enxergamos o vício.

A identificação com o sofrimento seja ele criado por nós ou absorvido de outras pessoas nos torna mais fracas e apáticas e neste momento a identificação vai enraizando, criando formas e morada em nosso corpo através das dores e das nossas emoções e pensamentos , é a auto flagelação.

Respire fundo e perceba se está  remoendo pensamentos, sentimentos e quando expirar  solte esse hábito.

Muitas de nós deixamos de colocar o foco em nossas vidas e colocamos nos acontecimentos dolorosos. Façamos o contrário, vamos nos lembrar de situações de graça e alegria. 

Preste atenção na raiva, na irritação, no julgamento, na culpa, na tristeza e não permita que continuem enredando a teia da dor.

Você pode estar tão acostumada em alimentar-se de sofrimento que buscará inconscientemente por situações ruins.

Pode ser um relacionamento destrutivo, um emprego que lhe traga cansaço excessivo, conflitos entre vizinhos. 

Mesmo que você não perceba existe uma similaridade entre o sofrimento e você, pois está acostumada a alimenta-lo.

A observação e a conscientização sobre esse vício fará você mais liberta , mas tranquila e com o foco no que realmente importa . O momento presente.

Tente viver apenas o agora, esqueça o passado e se não puder esquecer não coloque seus pensamentos no que já aconteceu, deixe a vida fluir e tudo será mais harmonioso.

Estamos sempre no lugar onde escolhemos estar e mesmo que você não concorde com isso, apenas diga a si mesma eu seguirei para os melhores momentos da minha vida, eu construirei as pontes mais floridas para a felicidade, eu colocarei a minha energia em viver o melhor que a vida tem para me oferecer.

Eu mereço ser feliz e eu sigo em frente.



http://circulosfemininos.blogspot.com.br


sábado, 13 de agosto de 2016

Hécate e a Projeção do Dualismo


Deusa Hécate


Compreender as faces das Deusas nos remete a reflexão do nosso interno, nossa identificação, o que buscamos fora e mora em nossos sentimentos. 


13 de Agosto Saudamos a beleza e magia feminina através de Hécate e todas as faces femininas e ocultas em cada uma de nós.



Hécate é o arquétipo mais incompreendido da mitologia grega. Ela é uma Deusa Tríplice Lunar vinculada com o aspecto sombrio do disco lunar, ou seja, o lado inconsciente do feminino. E, representa ainda, o lado feminino ligado ao destino. Seu domínio se dá em três dimensões: no Céu, na Terra e no Submundo. Hécate é, portanto, uma Deusa lunar por excelência e sua presença é sentida nas três fases lunares.

A Lua Nova pressupõe a face oculta de Hécate, a Lua Cheia vai sendo aos poucos sombreada pelo seu lado escuro, revelando o aspecto negativo da Mãe. E a Lua Minguanterevela seu aspecto luminoso. É preciso morrer para renascer.

Esta Deusa ainda permanece com o estigma de ser uma figura do mal. Essa percepção foi particularmente consolidada na psique ocidental durante o período medieval, quando a igreja organizada projetou este arquétipo em simplórias pessoas pagãs do campo que seguiam seus antigos costumes e habilidades populares ligados a fertilidade. Estes indivíduos eram considerados malévolos adoradores do “demônio”. Hécate era então, aDeusa das bruxas, Padroeira do aspecto virago, mas nos é impossível termos uma imagem clara do que realmente acontecia devido às projeções distorcidas, aos medos íntimos e inseguranças espirituais destes sacerdotes e confessores cristãos.
Em épocas primevas, antes do patriarcado ter se estabelecido, é mais fácil descobrir a essência interior do arquétipo Hécate e relacionar-se com ele. Hécate está vinculada com as trevas e com o lado escuro do Lua. A Lua, na verdade, não possui luz própria. A luz que se projeta na Lua é a luz solar. Logo, a Lua Cheia é a Lua vista pela luz do Sol. A Lua Nova Negra é, portanto, a verdadeira face da Lua.
Hécate costuma ser considerada uma Deusa lunar tríplice: 
Àrtemis, a virgem, personificava a Lua Crescente que renascia; Hécate personifica a escura Lua Nova e Selene, ou Deméter, eram a Lua Cheia. Ou, como as forças da Lua em vários reinos: Selene no Céu, Ártemis na Terra e Hécate no Mundo Inferior.

Sófocles retrata a Ártemis a imagem e semelhança de Hécate, quando a denomina a “flecheira dos cervos, a que porta uma tocha em cada mão”. Em Áulide havia duas estátuas de pedra de Ártemis, uma com arco e flecha e outra com tochas. Parece como se a Deusa originária da lua contivesse o aspecto escuro e luminoso em uma só unidade.
Hécate seria uma projeção de Ártemis, pois a luz pressupõe a sombra. O lado visível da Lua, o lado de Ártemis, que reflete a vida em pleno vigor, pressupõe o lado de Hécate, o lado oculto da lua, o lado da sombra e da morte; a polaridade negativa, o impedimento para a realização, o lado inconsciente.

O perigo que pode ocorrer quando esse lado sombrio se constela é o de que a energia psíquica seja posta a serviço da morte e da doença.

Hécate, Rainha da Noite, como a chama a poetisa Safo, leva uma diadema brilhante e duas tochas ardentes nas mãos, olhos resplandecentes da escuridão. Talvez se trate de uma imagem da intuição que presente à forma das coisas, mas que todavia, é invisível. Isso explicaria por que, junto com Hermes, deus da imaginação, é guardiã das cruzes dos caminhos, onde não se sabe qual é a direção “correta”. Seus companheiros eram os cães, animais que seguem uma rastro “cegamente”. Nos lembra o chacal Anubis do submundo egípcio, que podia distinguir o bom do mal, e o Cérbero, o cão de três cabeças que guardava as portas do submundo da antiga Grécia.

Hécate nos revela, os caminhos mais escondidos e secretos do inconsciente, os sonhos guardados, o lado dos desejos mais ocultos. A Lua Crescente, com suas fases clara e escura, também nos sugere esse domínio do feminino.

O lado de Hécate ainda, traz um potencial para a fertilização, desde que seja encaminhado para este fim. A doença pode ser uma via para a saúde e a morte para servir de adubo para a vida.

O feminino tem um movimento livre dentro do reino oculto. O terreno da magia pertence ao feminino. O masculino está ligado aos aspectos mais claros, mais visíveis, mais objetivos. O campo de ação da ciência pertence ao reino masculino.

Hécate é a Deusa que pode conduzir aos caminhos mais difíceis e perigosos, aos abismos e às encruzilhadas da própria psique. A sua função é de guia dentro do reino oculto da alma.

A Terra é o grande inconsciente uterino de onde brota toda a semente. É também o lugar para onde tudo retornará. Nesse inconsciente crônico a vida e a morte coexistem em um mesmo processo cíclico. Deste modo, o “ser” e o “não ser” podem viver sem conflito.

Hécate é uma antiga Deusa de estrato pré-grego de mitos.

Os gregos tiveram dificuldade em enquadrá-la em seu esquema de Deuses, mas terminaram por vê-la como filha dos titãs Perseus e Astéria, Noite Estrelada, que era irmã de Leto, que por sua vez, era mãe deÁrtemis e Apolo.

 A avó de Hécate era Febe, uma anciã titã que personificava a Lua. Dizia-se que Hécate seria uma reaparição de Febe, e portanto uma Deusa Lunar, que se manifestava na lua escura.
Outras tradições tomaram-na por uma Deusa mais primal, fazendo dela irmã de Erebo e deNix (a Noite).

Zeus deu-lhe um lugar especial entre os Deuses, porque, embora ela não fosse membro do grupo olímpico, permitiu-lhe o domínio sobre o Céu, a Terra e o Mundo Inferior. Ela é, pois, a doadora da riqueza e de todas as bênçãos da vida cotidiana.

Na esfera humana, cabia-lhe presidir os três grandes mistérios do nascimento, da vida e da morte. Seu nome significa “a distante, a remota”, sendo ela vista como protetora dos lugares remotos, guardiã das estradas e dos caminhos.

Seu aspecto tríplice tornava-a especialmente presente nas encruzilhadas, ou seja, na convergência de três caminhos. Nesses locais, os gregos podiam encontrar-se com facilidade com Hécate, razão por que os consideravam sagrados, erigindo aí com freqüência estátuas tricéfalas chamadas Hecatéias. Também deixavam oferendas do seu alimento ritual, o “almoço de Hécate”, nessas encruzilhadas durante seus festivais especiais.

Os três símbolos sagrados de Hécate são:
– a Chave, por ser ela carcereira do Mundo Inferior;
– o Chicote, que revela o seu lado punitivo e seu papel de condutora das almas;
– e o Punhal, símbolo de seu poder espiritual, que mais tarde tornou-se o Athame das bruxas.

Todos os animais selvagens eram consagrados à Hécate e por isso, foi mostrada muitas vezes com três cabeças de animais: o cão, a serpente e o leão, ou alternadamente, o cão, o cavalo e o urso. Seus animais mais conhecidos são entretanto, o cão e o lobo.

O cipreste era a árvore sagrada da Deusa.

Na mitologia grega, Hécate, como representação da Lua Escura, aparece sempre acompanhada por cães que ladram. 
Como Deusa Tríplice, podia aparecer na representação de um cão com três cabeças (cão da lua), para lembrar de que em eras passadas ela própria era o cão da lua. Sua qualidade trina é representada também em estátuas posteriores, onde aparece como mulher tripla. Freqüentemente carregava consigo o cão que ela própria havia sido, ou uma tocha, emblema lunar, que é seu poder defertilidade e seu dom especial.

No Submundo, ou Mundo Inferior, Hécate é a carcereira e condutora das almas, a Pritânia, a “Rainha Invisível” dos Mortos. Tendo passado por Cérbero, o cão tricéfalo, e tendo sido julgadas pelos três Juízes dos Mortos (Minos, Radamando e Éaco), as almas devem chegar às encruzilhadas tríplices do Inferno. Nesse ponto, Hécate envia ao reino para o qual foram julgadas adequadas: para as campinas do Asfódelo, para o Tártaro ou para osCampos Elíseos.

Como aspecto de Deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas das mãos e as solas dos pés com hena.

Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas.

 Anualmente, na ilha de Aeginano Golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.

Hécate está associada a cura, profecias, visões, magia, Lua Nova, magia negra, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.

HÉCATE: PADROEIRA DAS BRUXAS

A Deusa Hécate, segundo algumas versões, recebeu o título de “Rainha dos Fantasmas” e “Deusa das Feiticeiras”. Para protegerem-se, os gregos colocavam estátuas da Deusa na entrada das cidades e nas portas das casas.

Medéia, que era uma de suas sacerdotisas, praticava bruxaria para manipular com destreza ervas mágicas e venenos, e ainda, para poder deter o curso dos rios e comprovar as trajetórias das estrelas e da lua.

Como Deusa Feiticeira tinha cães fantasmas como servos fiéis ao seu lado.

Há um grande números de bruxas que, ainda hoje, são devotas de Hécate, pois se sentem atraídas pelos aspectos escuros da Deusa.

Hécate, como Anciã e Deusa da Lua Escura, compreende o “poder do silêncio”. Muitas viagens espirituais incluem um período de muita meditação e silêncio. É essencial praticarmos o silêncio em nossos rituais e meditações, pois só o silêncio abre as portas da consciência universal.

Foi a Deusa Hécate que introduziu o alho como amuleto de proteção contra inimigos, roubo,mau tempo e enfermidades. Todos os anos, a meia-noite do dia 13 de Agosto (Noite do Festival de Hécate), deve-se depositar cabeças de alho em encruzilhadas como oferenda de sacrifício em nome de Hécate.

HÉCATE HOJE

Hoje podemos nos relacionar com Hécate como uma figura guardiã do nosso inconsciente, que tem nas mãos a chave dos reinos sombrios que há dentro de nós e que traz as tochas para iluminar nosso caminho para as profundezas de nosso interior.
Nossa civilização patriarcal talvez tenha nos ensinado a temer esta figura, mas se confiarmos em suas energias antigas, encontraremos nela uma gentil guardiã.
Ela está presente em todas as encruzilhadas que existem em todos os níveis do nosso ser, manifestando-se como espírito, alma e corpo. Devemos reconhecer que a imagem terrível, tenebrosa e horrenda de Hécate é um mero registro do medo inconsciente do feminino que os homens, imersos em um patriarcado unilateral, projetaram ao longo de milênios nesse arquétipo.

Temos que encarar nossa Hécate interior, 
estabelecermos uma relação com ela e, 
confiando na sua assistência, permitir a 
nós mesmos o desenvolvimento de uma 
percepção desse rico reino do nosso 
Mundo Inferior Pessoal. Somente por meio
dessa atitude poderemos nos tornar 
seres integrados, capazes de lidar com as 
polaridades sem projetar de imediato 
dualismos.


Ao passar por uma encruzilhada, você irá se deparar com Hécate e ela dirá que nossas vidas são feitas de escolhas. Não existem escolhas certas ou erradas, mas sim, somente escolhas. Independente do que escolher, a experiência, por si só, já é algo valioso. Hécate insiste para que não tenhamos medo do desconhecido. Os desafios apresentados precisam de um salto de fé da pessoa que faz a escolha. Confie que será capaz de fazer uma escolha quando chegar a hora. Conceda-se tempo e espaço, nunca se censure ou se culpe, apenas faça sua escolha.
fonte: http://www.astrologosastrologia.com.pt